
Pela negra pele
escorria abundantemente
a pureza cristalina materializando a dor
O sol pairava sob um azul infinitamente profundo e ilusório
dourando suavemente o rastro dessa sinuosa e úmida estrada de interminável pesar
fincada na triste face, cansada do cinza que envolve os dias
O solo vermelho absorvia ávido
o salgado e puro líquido,escorrendo pelas tessituras escuras pousando tranquilo na sufocada raiz
que em movimentos suaves despertava
e num intenso vigorrasgava o solo em crescente alegria
sentindo encher-lhe de vida a invasão do invisível oxigênio,
rompendo o harém direção ao branco das nuvens,lentamente invadindo o espaço
mostrando-se intensa em renovação, resistência e liberdade.
A profunda raiz de outrora descobre infinidade das cores do ser
Ergue os longos e verdes caulessob o alaranjado céu da tarde
Agora ela é fonte multicolorida de vida cores, liberdade e esperança iluminando a transparência da alma.
O texto acima fez parte da apresentação de um Sarau na faculdade: "Návio Negreiro".
| A fantástica Turma de Letras 2008. |

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