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Kátia Alves
Quem sou eu
- Kátia
- Um ser inacabado, que perdura em medos, reflete esperanças, desagua em correntezas, mas renasce a cada dia.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Estado de Espírito
Especialmente, de uns dias para cá sinto-me assim:
"Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais fortes,
dos cafés mais amargos, dos pensamentos mais complexos
e dos sentimentos mais intensos.
Tenho um apetite feroz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: E daí?... Eu adoro voar!´
Clarice Lispector
Identifico-me e sempre me surpreendo... mesmo lendo esse mesmo trecho pela milésima vez.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
A Kátia ama, a Kátia encanta, a Kátia sorri, a Kátia Chora, a Kátia se decepciona, a Kátia sonha, a Kátia tenta de novo...
Todas as Cartas de Amor são Ridículas
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
É que são
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Simplificação do retrato imaginado de Álvaro de Campos. Esboço de Cristiano Sardinha |
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas. Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas. (Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Álvaro de Campos
(Heterônimo de Fernando Pessoa)
domingo, 9 de novembro de 2008
Só nos resta pedir a Deus misericórdia...

A foto de Kevin Carter ganhadora do Prêmio Pulitzer em 1994 e publicada pelo The New York Times, foi tirada em 1993 no Sudão, pelo fotógrafo sul-africano Kevin Carter(1960-1994). Esta descreve uma criança faminta sem forças para continuar rastejando para um campo de alimento da ONU, a um quilômetro dali. O urubu espera a morte da criança para então poder devorá-la.
Carter disse que esperou em torno de vinte minutos para que o urubu fosse embora, mas isto não aconteceu. Então rapidamente tirou a foto e fez o urubu fugir dali, açoitando-o. Em seguida, saiu dali o mais rápido possível.
O fotógrafo criticou duramente sua postura por apenas fotografar, mas não ajudar, a pequena garota:
“Um homem ajustando suas lentes para tirar o melhor enquadramento de sofrimento dela talvez também seja um predador, outro urubu na cena.”, teria dito. Um ano depois o fotógrafo, em profunda depressão, suicidou-se.
Somos Cores

Pela negra pele
escorria abundantemente
a pureza cristalina materializando a dor
O sol pairava sob um azul infinitamente profundo e ilusório
dourando suavemente o rastro dessa sinuosa e úmida estrada de interminável pesar
fincada na triste face, cansada do cinza que envolve os dias
O solo vermelho absorvia ávido
o salgado e puro líquido,escorrendo pelas tessituras escuras pousando tranquilo na sufocada raiz
que em movimentos suaves despertava
e num intenso vigorrasgava o solo em crescente alegria
sentindo encher-lhe de vida a invasão do invisível oxigênio,
rompendo o harém direção ao branco das nuvens,lentamente invadindo o espaço
mostrando-se intensa em renovação, resistência e liberdade.
A profunda raiz de outrora descobre infinidade das cores do ser
Ergue os longos e verdes caulessob o alaranjado céu da tarde
Agora ela é fonte multicolorida de vida cores, liberdade e esperança iluminando a transparência da alma.
O texto acima fez parte da apresentação de um Sarau na faculdade: "Návio Negreiro".
| A fantástica Turma de Letras 2008. |
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