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Um ser inacabado, que perdura em medos, reflete esperanças, desagua em correntezas, mas renasce a cada dia.

domingo, 9 de novembro de 2008

Só nos resta pedir a Deus misericórdia...















A foto de Kevin Carter ganhadora do Prêmio Pulitzer em 1994 e publicada pelo The New York Times, foi tirada em 1993 no Sudão, pelo fotógrafo sul-africano Kevin Carter(1960-1994). Esta descreve uma criança faminta sem forças para continuar rastejando para um campo de alimento da ONU, a um quilômetro dali. O urubu espera a morte da criança para então poder devorá-la.

Carter disse que esperou em torno de vinte minutos para que o urubu fosse embora, mas isto não aconteceu. Então rapidamente tirou a foto e fez o urubu fugir dali, açoitando-o. Em seguida, saiu dali o mais rápido possível.

O fotógrafo criticou duramente sua postura por apenas fotografar, mas não ajudar, a pequena garota:
Um homem ajustando suas lentes para tirar o melhor enquadramento de sofrimento dela talvez também seja um predador, outro urubu na cena.”, teria dito. Um ano depois o fotógrafo, em profunda depressão, suicidou-se.

Somos Cores



Pela negra pele
escorria abundantemente
a pureza cristalina materializando a dor


O sol pairava sob um azul infinitamente profundo e ilusório
dourando suavemente o rastro
dessa sinuosa e úmida estrada de interminável pesar
fincada na triste face, cansada do cinza que envolve os dias


O solo vermelho absorvia ávido
o salgado e puro líquido,escorrendo pelas tessituras escuras
pousando tranquilo na sufocada raiz


que em movimentos suaves despertava
e num intenso vigor
rasgava o solo em crescente alegria


sentindo encher-lhe de vida a invasão do invisível oxigênio,
rompendo o harém direção ao branco das nuvens,
lentamente invadindo o espaço
mostrando-se intensa em renovação, resistência e liberdade.


A profunda raiz de outrora descobre infinidade das cores do ser
Ergue os longos e verdes caules
sob o alaranjado céu da tarde


Agora ela é fonte multicolorida de vida cores, liberdade e esperança iluminando a transparência da alma.

O texto acima fez parte da apresentação de um Sarau na faculdade: "Návio Negreiro".
 
A fantástica Turma de Letras 2008.